"Por ser uma doença neurodegenerativa, não existe cura para o Alzheimer. O cenário ideal une o diagnóstico precoce ao uso de medicamentos para desacelerar a evolução do quadro e, consequentemente, fazer com que o paciente não atinja ou adie ao máximo a chegada à fase grave da doença – quando ocorre a perda acentuada de memória e a piora motora progressiva. Mas além das alterações físicas, o Alzheimer tem relação direta com o bem-estar psicológico da pessoa e de todas os que participam do cuidado. Muitas vezes, o diagnóstico vem acompaçnhado de outro problema crítico: a depressão.
Segundo a neurologista do Hospital Santa Cruz, Dra. Ana Carolina Dalmônico (CRM-PR 23.693, RQE 137), na fase moderada da Doença de Alzheimer, é comum o surgimento de transtornos de humor, como depressão e ansiedade. “O que pode levar a um falso diagnóstico de demência. É muito importante que esses transtornos sejam identificados e tratados corretamente, para não haver confusão diagnóstica”, enfatiza. Justamente por isso, os médicos costumam associar à medicação própria para o Alzheimer, alguns remédios auxiliares para melhora do humor e da qualidade do sono do paciente.
Mas não é apenas quem tem a doença que precisa de atenção. A confirmação também costuma ter um impacto significativo na rotina doméstica e na qualidade de vida dos acompanhantes. “É muito comum o surgimento de sintomas depressivos nos familiares e cuidadores de pacientes com Alzheimer devido à sobrecarga emocional e física”, completa Dra. Ana Carolina. Ainda conforme a neurologista, é importante procurar auxílio, seja psiquiátrico ou psicoterapêutico, logo no início dos sintomas, para evitar agravamento de saúde e o surgimento de complicações ainda mais profundas para a situação familiar."
Como o Alzheimer está muito relacionado à depressão e há quadros na minha família, mesmo que pareça cedo demais para concluir qualquer coisa, eu gosto muito de saber esse tipo de histórico familiar - e pensar nas possíveis relações existentes. A Anorexia também é uma doença que se relaciona com vários outros transtornos psicológicos, como o TOC por exemplo, só que invés de ter "manias" ou comportamentos compulsivos, você passa a ser extremamente e compulsivamente preocupado(a) com a estética, a alimentação, e também, exercícios físicos, tudo dependendo do caso e da pessoa. Essa preocupação exacerbada em si já desenvolve muitos outros problemas, depressão, síndrome do pânico, ansiedade, fobias, etc. Um bom trecho que achei sobre isso nas minhas pesquisas, é esse, do site da Sophie Deram:
"Nos últimos 15 anos, pesquisadores e acadêmicos envolvidos na área dos transtornos alimentares têm cada vez mais examinado o papel da hereditariedade e da genética no desenvolvimento destes transtornos.
Novos dados demonstram claramente que os transtornos alimentares são frequentemente encontrados em vários membros da mesma família, especialmente em famílias nas quais alguns membros sofrem de transtornos alimentares ou sintomas que normalmente acompanham estes transtornos (tais como ansiedade, compulsões, depressão e impulsividade)."
Posso relacionar, também, a impulsividade à hiperatividade - essa sim, posso dizer que herdei do meu pai! Desde pequena, posso dizer que é extremamente difícil ficar parada e sem fazer nenhum tipo de atividade por meros 5 minutos! Rs
* Em crianças, podem existir muitas causas de hiperatividade, mas vou citar apenas as que podem ser relacionadas a mim e meus pais, que são: complicações na gestação e parto prematuro. Minha mãe teve uma forte anemia gestacional durante a gravidez, um dos fatores que me levaram a nascer antes do tempo. Já na fase adolescente\adulta, existem outros fatores que vou usar para interligar diretamente a hiperatividade aos transtornos alimentares, mas, como fiz acima, não colocarei todos os fatores, e sim apenas o que contextualizam minha vida, que são: outros transtornos psiquiátricos como, por exemplo, transtorno bipolar, mania agitada, entre outros, distúrbios emocionais e instabilidade.
Concluindo...
Quanto à parte da Diabetes, é sim um fator que pode desencadear um transtorno alimentar, já que além de completamente ligado à genética, também é ligado diretamente em vários casos com a alimentação, mas não vejo isso como o ponto principal no meu caso.
Já a questão do Alzheimer é bem parecida com a Hiperatividade: ambos podem causar transtornos psicológicos, e não mais citando pesquisas e sim experiências próprias, é muito difícil ter um transtorno alimentar e não apresentar alterações psicológicas. No caso do Alzheimer, que está interligado à depressão, quando se tem um transtorno alimentar, as chances de também vir a ter depressão são muito grandes, pois você deixa de sair para lanchar com os amigos, geralmente tem vergonha de comer em público, e é assustador (no caso da Bulimia) comer em algum lugar que não se encontre um banheiro ou algum lugar para vomitar, isso acaba levando a um tipo de isolamento social e uma "quebra" e dificuldades em se relacionar com as pessoas, levando à depressão.
Agora falando exclusivamente sobre a associação dos transtornos alimentares com a hiperatividade, essa interligação é muito mais fácil de ser compreendida: há alguns fatores da hiperatividade, como distúrbios emocionais, instabilidade, alterações de humor, isso sem citar as características infantis da doença. O que ocorre é que, a hiperatividade e a anorexia tem sintomas semelhantes, alguns são, inclusive, IGUAIS. Por experiência pessoal, posso afirmar que uma pessoa com Anorexia tem oscilações de humor muito frequentes, e os distúrbios emocionais são muitos. O emocional se torna frágil, geralmente a sensibilidade se torna muito forte, além da distorção de imagem. A instabilidade é muito presente também, visto que a insegurança com o próprio corpo, os medos (citados acima) são muito fortes... E tudo isso causa uma instabilidade geral: a aparência fica instável, assim como o humor, os pensamentos... O que me leva a ligar perfeitamente a minha Hiperatividade hereditária à Anorexia. E, todos os sintomas citados acima TAMBÉM se ligam à depressão - o que é uma das "consequências" do Alzheimer!
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