2016-2018.

Competições, muitas medalhas, e... Transtornos Alimentares.

Em 2016, manti o peso de 2015, chegando a emagrecer mais 3kg durante as férias, o que totalizou na perda de quase 15kg de forma saudável.

Comecei 2016 com mais experiência, passei a treinar 4x na semana, e melhorei muito - ganhei músculos, aprendi muitas coisas novas com os aparelhos e também melhorei a flexibilidade e a técnica, o que me levou a grandes experiências. Eu competi com corda, maças, arco e bola, chegando a competir 2 vezes em um único dia e, inclusive, competi em 2 dias consecutivos. Tambem competi fora do Estado pela primeira vez - o Torneio Regional Sudeste, em São Caetano do Sul\SP.  Terminei o ano de 2016 bem feliz - fui vice campeã estadual por aparelho e geral na categoria, além de medalhas de ouro por equipe e competição em conjunto, além de medalhas de participação.


Abaixo, alguns movimentos que melhoraram muito em 2016:




Uma das minhas apresentações no Regional de 2016:


A apresentação que me fez vice-campeã:



2017 e os transtornos alimentares

Em 2017 eu comecei a treinar o máximo que podia, treinava de segunda à segunda, literalmente. De segunda a sexta, treinava no clube, das 14:30 às 18:30. Aos sábados e domingos eu treinava em casa, geralmente tanto de manhã quanto à tarde. Nas férias de Dezembro\16 aproveitei muito, treinei durante todas as ferias, mas também "saí da dieta" em muitos momentos, sem culpa alguma. Eu adorava principalmente os almoços de domingo, sorvetes, açaí, pizzas... Isso me levou a ganhar um pouco de peso, não sei, mas acredito que no máximo 5kg. Eu fiquei me sentindo mal por isso no 1º treino de 2017, mas ainda não era nada que me incomodava, a única coisa que me deixava EXTREMAMENTE INCOMODADA era faltar treinos, o que acontecia raramente, tipo 1x em 100 dias!

Sofri um grande trauma em Maio de 2017, o que me levou a me preocupar extremamente com meu corpo. Eu não queria engordar de forma alguma, mas não conseguia parar de comer, e aí desenvolvi a bulimia (comia, e vomitava). No início, eu fazia isso poucas vezes, mas depois se tornou diário e fiquei literalmente obcecada. Vomitava todo dia, tudo que comia, mesmo se fosse uma bala ou um copo de água, era horrível e meu corpo era uma sanfona: engordava-emagrecia-perdia massa muscular-ganhava gordura-emagrecia, num ciclo que me deixava triste, mas não foi isso que me atrapalhou nas competições. Em 2017 conquistei muitas coisas - fui vice campeã da seletiva para os Jogos Escolares da Juventude, o que me levou a competir pela primeira vez fora da região, em Curitiba\PR, numa competição de nível nacional. Os estaduais foram incríveis e também participei do Torneio Regional. 2017 me trouxe pratas, ouros e bronzes, e quanto às competições, eu estava feliz.

Movimentos aprimorados em 2017:



Competições de 2017 - inclusive as apresentações que me levaram à representar o RJ e a minha escola no meu 1º campeonato em nível nacional:

Curitiba - a tão sonhada viagem! E junto dela, a grande sonhada competição!
Passeio pelo Jardim Botânico no "dia de folga" do campeonato, e uma foto com a Jéssica Maier, uma grande atleta que participou da Seleção Brasileira por muitos anos.








2018- Vitórias e mais vitórias - assim como lutas.

2018 foi um ano sensacional. Ganhei quase todas as medalhas que poderia! Fui campeã estadual no 1º campeonato do ano, competi na minha categoria e em 2 categorias acima da minha - o que me levou a muitos ouros, pratas e bronzes! Tive vários títulos e realmente foi um dos meus melhores anos como atleta - e o último também.
Por outro lado, continuava lutando contra a bulimia, que já era algo normal pra mim, eu não enxergava que estava doente. Vomitava tudo o que comia, treinava sem comer, cheguei a desmaiar e passar MUITO MAL algumas vezes e meu corpo mudava de forma brusca muito rapidamente. Eu engordava numa semana, na semana seguinte comia muito pouco e emagrecia... Era horrível, tudo isso porque por conta do trauma, eu não conseguia parar de me preocupar com minha aparência, meu peso... Mas, continuava treinando tanto quanto em 2017, e estava uma ginasta muito melhor. Tive várias lesões nesse ano também, mas como citei mais acima, a coisa que eu mais odiava era faltar treinos, então muitas vezes eu fazia as coisas com dor mesmo e nem ligava... Isso também se aplica à minha saúde mental: eu recusei tratamentos psicológicos várias vezes porque não queria nem faltar, nem me atrasar para os treinos. Vale lembrar que, mesmo com a rotina exaustiva, eu raramente faltava aulas e tirava sempre notas boas, além de ter sido representante de turma (no caso, estava no 1º ano).
Isso também está muito ligado com a minha genética - mas isso é um assunto que explicarei em detalhes nas próximas postagens. Segue alguns anexos sobre 2018: 

Movimentos aprimorados e campeonatos:





Algumas fotos do Torneio Regional 2018, em Pindamonhangaba\SP, pelas lentes de Silvio Gioia.








E as lembranças, que ficam muito bem no pescoço de uma atleta!













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